Iara

Óleo sobre tela, 2026
30 x 40 cm
R$ 340,00_____Adicionar ao carrinho

Emergindo das águas sob o clarão hipnótico da lua cheia, Iara revisita a lendária entidade dos rios brasileiros em uma composição dominada por azuis profundos e movimentos líquidos. A figura surge entre reflexos e correntes como uma aparição ancestral — simultaneamente sedutora, melancólica e ameaçadora — evocando o fascínio e o perigo contidos nas narrativas do folclore amazônico.

Obra original assinada pelo artista frente e verso, já montada em chassis de madeira. Caso deseje moldura, entre em contato.

Veja também:     

Em Iara, Leo DuLac mergulha na tradição oral brasileira para reinterpretar uma das figuras mais emblemáticas do imaginário folclórico nacional. A personagem emerge das águas noturnas como uma presença espectral, envolta em tons de azul que atravessam toda a composição e criam uma atmosfera de sonho, mistério e encantamento. A lua cheia, suspensa no céu como um olho vigilante, amplia o caráter ritualístico da cena e transforma o rio em território mítico.

A pintura explora o contraste entre delicadeza e inquietação. O corpo feminino surge parcialmente submerso, integrado às correntes do rio, enquanto as mãos alongadas e aquáticas insinuam uma transformação híbrida entre mulher e criatura fluvial. Há um aspecto quase expressionista na deformação poética da figura, aproximando a obra de uma tradição pictórica emocional e intuitiva, onde o símbolo importa mais que o realismo anatômico. O rosto da Iara parece convocar o observador para dentro da paisagem líquida, como se o olhar fosse também um canto.

A paleta dominada pelo azul da Prússia cria unidade visual e psicológica. As pinceladas circulares ao redor da lua e das águas sugerem movimento contínuo, como correntes invisíveis ou vibrações sonoras propagando-se pela noite. O ambiente não funciona apenas como cenário, mas como extensão espiritual da personagem: rio, mata e céu participam da mesma pulsação imagética.

Inserida na série Folclore Reimaginado, a obra reafirma o interesse de Leo DuLac em reinterpretar personagens da cultura popular brasileira através de uma linguagem pictórica contemporânea, emocional e simbólica. Em vez de ilustrar literalmente o mito, Iara transforma a lenda em experiência atmosférica, convidando o espectador a contemplar o folclore como território vivo da imaginação coletiva brasileira.

Relacionados

×





Escanear o código