Em Diabinho capturado, Leo DuLac apresenta uma criatura fantástica cuja presença oscila entre a superstição e a brincadeira. Encerrado em vidro, o personagem parece fazer parte de uma coleção imaginária de seres impossíveis preservados para estudo ou proteção.
Modelada manualmente em massa epóxi, a figura recebe detalhes que reforçam sua personalidade expressiva. Apesar das referências demoníacas, sua aparência evita qualquer agressividade, privilegiando o caráter lúdico e narrativo.
O recipiente transparente permite observar todos os detalhes da escultura enquanto reforça a sensação de isolamento. A criatura está presente, mas permanece inacessível, criando uma tensão visual entre proximidade e confinamento.
A obra integra uma série dedicada à materialização do fantástico, explorando a antiga necessidade humana de dar forma ao desconhecido e preservar aquilo que escapa à explicação racional.


























