Ego
Óleo sobre tela, 201930 x 20 cm
Primeira obra de uma série dedicada à transcendência e à dissolução do ego, Ego representa o instante em que a identidade construída começa a ruir. A deformação das figuras transforma o corpo em metáfora para um conflito essencialmente interior.
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Ego inaugura uma série dedicada aos processos de transformação interior. A composição apresenta um corpo fragmentado, onde olhos, membros e feições deixam de obedecer à anatomia para construir uma imagem marcada pela tensão e pela instabilidade.
Acima da figura principal, um segundo rosto emerge em um grito que ecoa o da figura inferior. As duas presenças parecem existir simultaneamente, deixando aberto à interpretação de quem observa se representam conflito, continuidade ou ruptura. Entre elas, a pintura constrói um espaço simbólico onde matéria, identidade e transformação se confundem.
Em vez de retratar a transcendência como um estado de serenidade, a obra concentra-se no instante anterior: aquele em que toda mudança profunda exige abandonar algo que parecia inseparável de si mesmo.

















