Árcade Não É

Lançamento: 20 de fevereiro de 2026

1. Maria-fumaça
2. A vaca e o João
3. Siri em Paquetá
4. Elefante luanda
5. A crina do pica-pau
6. Um sapão Alon gago
7. Paca, tatu, cutia
8. O passo do jacaré
9. Um gato em cima do muro
10. O segredo do mosquito
11. Cupim come
12. Surf babirussa

Todas as faixas compostas por Leo DuLac, exceto:
“A vaca e o João” e “A crina do pica-pau”, por Leo DuLac e Le Cavalleiro;
“Um gato em cima do muro”, por Leo DuLac, Le Cavalleiro e Thiago Araújo.


1. Maria-fumaça
(Leo DuLac)

Maria Fumaça
Maria Fumaça
Maria Fumaça, trem maluco das estradas
Maria Fumaça, trem maluco das estradas
Maria Fumaça

Sobe montanha
Desce montanha
Sobe montanha
Desce montanha

Tem boi na linha
Tem boi na linha
Tem boi na linha
Tem boi na linha

Maria Fumaça, trem maluco das estradas
Maria Fumaça, trem maluco das estradas
Maria Fumaça, trem maluco das estradas
Maria Fumaça, trem maluco das estradas

Tem boi na linha
Tem boi na linha
Tem boi na linha
Cuidado
Tem boi na linha
Maria Fumaça
Tem boi na linha
Maria Fumaça

Maria Fumaça
Maria Fumaça
Maria Fumaça

2. A vaca e o João
(Leo DuLac / Le Cavalleiro)

João foi à capela rezar
Pra fazer uma vaca voar
Ele começou
Com todo louvor
E a vaca no estupor

Quero ver a vaca voar
Quero ver a vaca voar
Quero ver a vaca voar, oh yeah
Quero ver a vaca voar

João tentou in-insistir
A vaca sorriu a mugir
Ela ruminou
E João tentou
De novo, com ardor

Quero ver a vaca voar
Quero ver a vaca voar
Quero ver a vaca voar, oh yeah
Quero ver a vaca voar

O padre veio pra reclamar
Aquilo era blasfêmia no altar
João não ligou
E continuou
E o padre não gostou

Não pode vaca voar
Não pode vaca voar
Não pode vaca voar, oh yeah
Não pode vaca voar

O padre ia exco-comungar
Uma fé tão pecu-culiar
A vaca se tocou
E com grande amor
Ela voou

Aleluia, a vaca voou pra lua
Aleluia, a vaca voou pra lua
Aleluia, a vaca voou pra lua
Aleluia, a vaca voou pra lua

3. Siri em Paquetá
(Leo DuLac)
Eu fui pescar siri 
Lá em Paquetá
Joguei o meu puçá, 
Mas não tem mais nada
No fundo do mar
 
Tem plástico na alma
Não merece palma
Lixo a amontoar
Fumaça ao monte no ar
 
Eu fui pescar siri 
Lá em Paquetá
Joguei o meu puçá, 
Mas não tem mais nada
No fundo do mar
 
Peixe ainda pula, dá pena
Querendo respirar
Siri boca pequena
Foi pra outro lugar
 
Cadê o golfinho
Que tá na bandeira do Rio?
Cadê a beleza?
Cheio de óleo de navio
 
Siri em Paquetá
Siri em Paquetá
Siri em Paquetá

Siri em Paquetá

4. Elefante luanda

(Leo DuLac)

(Instrumental)

 

5. A crina do pica-pau
(Leo DuLac / Le Cavalleiro)

Pica-pau
A crina do pica-pau
Pica-pau
A crina do pica-pau
Pica-pau
A crina do pica-pau

Descendo pelo caracol
Um ouriço vem me receber
Os peixes brilham como o sol
E eu não consigo entender
Os corais balançam ao som das ondas
Um tubarão vermelho faz a sua ronda
E o pica-pau de crina amarela voa por cima de mim

Pica-pau
A crina do pica-pau
Pica-pau
A crina do pica-pau

Um cavalo-marinho desliza pelo limo
Uma ostra geométrica afunda no abismo
O polvo púrpuro de quinze tentáculos
Dança valsa com uma lula de óculos
Uma baleia lacrimosa corre de tamanco
Um pelicano come um sapo preto e branco
E acima o pica-pau de crina verde ri de mim

Pica-pau
A crina do pica-pau
Pica-pau
A crina do pica-pau

6. Um sapão Alon gago
(Leo DuLac)

Era uma vez um lago onde morava um sapão
O sapo era gago e se chamava Alon

Um sapão Alon gago
Um sapão Alon gago

Era uma vez um mago que tinha um dragão
E o sapo era gago por sua maldição

Um sapão Alon gago
Um sapão Alon gago

Chegou uma donzela tão pura e tão bela
E beijando o bicho quebrou o feitiço

E o sapo então cantou (que bom, que bom)
Eu sou o sapo Alon (que bom, que bom)
Eu não sou mais gago não (que bom, que bom)
Eu não sou príncipe, eu sei (eu sei, eu sei)
O meu pai nunca foi rei (não foi, não foi)
Eu sou um sapo-boi

Um sapão Alon gago

A aspirante a princesa pegou o tal sapão
A barriga à milanesa e das coxas um sopão

Um sapão Alon gago
Um sapão Alon gago

7. Paca, tatu, cutia
(Leo DuLac)

Em buraco de paca, tatu caminha dentro
Em buraco de paca, tatu caminha dentro
Paca, tatu, cutia não
Paca, tatu, cutia não
Jacaré no seco anda
Jacaré no seco anda

8. O passo do jacaré
(Leo DuLac)

(Instrumental)

9. Um gato em cima do muro
(Leo DuLac / Le Cavalleiro / Thiago Araújo)

Eu vi um gato em cima do muro
Ele era preto, todo escuro
Ele me olhou com seus olhos brilhantes
E miou com sua voz estridente
Peguei um pau no chão
Taquei na sua cara
Não sei o que aconteceu
Só sei que lhe acertei

Atirei o pau no gato
Mas o gato não morreu
E foi chamar a sua gangue
Que logo apareceu
Então de repente
Milhares milhões de gatos
E todos pularam em mim

Saí todo arranhado
do meio da gataria
Aprendi minha lição
com gato nunca mais mexeria

10. O segredo do mosquito
(Leo DuLac)

O mosquito é um bichinho muito chato
O mosquito é um bichinho carrapato
O mosquito é um sanguessuga nato

Mas culpa não é dele, tome ciência
Nasceu assim, não tem jeito, paciência
Não tem culpa da sua existência

Por que a vida tem que ser assim?
Eu cederia o sangue, se fosse por mim
É só uma gotinha se você pensa
Mas por que tem que ter doença?
E por que essa coceira chata irritante?
E esse zum-zum-zum-zumbidinho constante?

Ah, ou será
Que eu não entendo
Ah, ou será
Que eu não entendo o segredo que você tenta me contar?

Olha aí
Olha o mosquito aí
Olha o mosquito

11. Cupim come
(Leo DuLac)

Cupim come
Cupim traça
Tudo some
Tudo passa

Traça fome
Rasga esgarça
Acaba nome
Vira fumaça

Cupim come
Cupim traça
Mofa e some
Perde a graça

Desvanece
Adoece
Apodrece
Desvanece

12. Surf babirussa
(Leo DuLac)

(Instrumental)

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